segunda-feira, 26 de junho de 2017

POEMA MIRADOURO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA



MIRADOURO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA
 
Não avistamos capivara,
Do lisboeta miradouro,
De São Pedro de Alcântara,
Podendo ser imaginado como cítara
Visão de ouro,
 De beleza antecâmera,
De Lisboa das sete colinas, pelouro!
São Pedro de Alcântara,
 Bairro Alto, seu logradouro,
Para variados povos foi jóia rara
Agora do turista, é imagem de vindouro,
Desejo de voltar, alvissara!...
Eterno desejo trepadouro,
Avistamento, de tâmara,
Da Lisboa, de tesouro,
São Pedro de Alcântara,
Alfacinha miradouro!
 
Daniel Costa
 
 

domingo, 3 de julho de 2016

POEMA SINGULARIDADES




SINGULARIDADES

Esquecimento de verdades
Brancas de conversador
Singularidades
Trejeitos de pensador
Parecendo insanidades
Compensação de prosador
Protegido por autenticidades
Discurso compensador
Singularidades
Visão de apreciador
Vida sem vaidades
Humildade de abalizador
Mentais hiperatividades
Do sentir bloqueador
Singularidades
Singeleza multicolor
Patentes amabilidades
 Desejando amor entendedor
Para casualidades
De quem delas é credor
Singularidades

Daniel Costa


 

terça-feira, 28 de junho de 2016

POEMA SINFONIA COLORIDA




COLORIDA SINFONIA
 
Acetinada polifonia
Cetim azul, alvorada
Colorida sinfonia
Alvorecer de guitarrada
Trejeito de cerimónia
Florida estrada
Vida de harmonia
Beleza avançada
Colorida sinfonia
Hodierna calçada
Amor em primazia
Acenando na caminhada
Paixão de baronia
Alma enlevada
Colorida sinfonia
Coração de embaixada
Acetinada polifonia
Almofada bordada
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

POEMA HUMILDE CAMPONÊS INTELIGENTE



 
HUMILDE CAMPONÊS INTELIGENTE

 Espera-o luta intermitente
Para o sonho conseguir noutro lugar
Humilde camponês inteligente
Capacidade de realizar
 Difícil encontrar gente competente
Para o sonho poder passar,
Experimentei, minha gente,
Experimentei dialogar!
Esforço, por vezes, deprimente,
Porém, nunca deixei de lutar,
Na cidade, de grandes cérebros carente
 Por cima a capacidade se deseja subjugar,
Isso foi demostrado, vigente
Neste profano e mundano altar
A origem de nascimento é emergente,
Fica sempre a centrifugar,
Em qualquer pingente!
Para se afidalgar,
Afidalgar essa vertente
Aprende-se sem arengar
Sempre forte e valente,
Capaz de, só por si, ser congruente
Humilde camponês inteligente.

Daniel Costa

 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

POEMA ANJO GARRIDO



ANJO GARRIDO
 
Jardim florido
Intemerata paixão
Anjo garrido
Chama de admiração
Dado adquirido
Amor de comoção
Amor sentido
Amor de reflexão
Anjo garrido
Amor de afeição
Amor cingido
 Aquece o coração
Amor aferido
Vida de compreensão
Anjo garrido
Perfeita assimilação
Amor desinibido
Em qualquer ocasião
Amor comprometido
Em passado Verão
Anjo garrido
Minha devoção
 
Daniel Costa
 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

POEMA QUANDO FUI CONTABILISTA





QUANDO EU FUI CONTABILISTA

Em part “time”; passei nessa pista
Ainda que, no meio de metas
Quando eu fui contabilista
Fiz de tudo sem caretas
 Trabalhos foram conquista,
Actividades discretas,
Cultor da vida metodista
Luta projectada de poetas,
Influência de avoengo idealista!
Ideais definidos por rosetas,
De catedral memorialista,
Societárias, directas,
Quiçá, ideia neo-realista,
Do mundo do trabalho - Sinetas
Construção de amor altruísta!
Tocarão um dia as trombetas?
Quando eu fui contabilista!

Daniel Costa

 

 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

POEMA QUANDO EU FUI PADEIRO




QUANDO EU FUI PADEIRO
 
Jamais fui banqueiro
Dose de loucura vigente
Quando eu fui padeiro,
De padeiro fiz tangente,
Podia dizer aventureiro
Não passei de regente,
 Distribuidor burriqueiro
Depois de bike: gente!
Quando fui padeiro,
Aconteceu por incidente
Amassador companheiro
Pouco tempo, polivalente,
Almejando fazer roteiro
Veio a mostrar-se evidente
Tratamento de carneiro,
Engano indecente
Quando eu fui padeiro
Avistei o incongruente,
Queria ser ordeiro
Desejei ser literalmente
Quando eu fui padeiro.
 
Daniel Costa