sexta-feira, 13 de novembro de 2015

POEMA SOL, A CAPA DOS POBRES



SOL, A CAPA DOS POBRES 
Exemplos quixotescos nobres
Poesia das areias dos caminhos
Sol, a capa dos pobres
Pés desnudos, hoje pergaminhos
Gelados, a causar torpor e febres
Na frente, pais cismam sozinhos:
- Pai! Olha a rijeza dos germes!
Imaginação em redemoinhos:
- Filho vem aí a capa dos pobres!
Desponta a aurora, em torvelinhos
Gelos modelados em jeito de timbres,
Ovaladas folhas, modelaram, adivinhos
Desponta a verdadeira capa dos pobres,
Sol com raios brilhantes sem burburinhos
Aquecendo as almas, as fazendo alfobres
Pés saltitantes, aquecendo aos redemoinhos
Ó sol, muita pobreza, desnuda, encobres!
Tu que aqueces o mundo e crias o rosmaninho,
Sol, a capa dos pobres,
Sempre te louvarei com sorrizinhos.
 
Daniel Costa
 
 
 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

POEMA A SOPEIRA E O MAGALA



A SOPEIRA E O MAGALA
 
Verdadeira opala
Em tempos, em Lisboa
A sopeira e o magala
Recordar não é à toa
Aos Domingos, era à pala
Folga dava a patroa
Nos bailes abriam a ala
Certos pares rodopiam na proa
A sopeira e o magala
Menos em Domingo de Páscoa
Férias de gala
Se ia em procura da broa
Festa de mesa na sala
Na aldeia, tudo virava pessoa
Ao tempo, a época era de escala
Revolução estava na névoa
Tudo era rara mandala
Quiça antinódoa
Que a sociedade propala
Fragmentada amêndoa
A sopeira e o magala.
 
Daniel Costa

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

POEMA DE VARIEGDAS CIVILIZAÇÕES - MUNDA




 
DE VARIEGADAS CIVILIZAÇÕES - MUNDA 
Com sua torrente, torna a terra fecunda
Nascido na Serra da Estrela, banha Coimbra
De variegadas civilizações – Munda
Hoje rio Mondego deslumbra
Lusitanos deitam o arroz à terra estupenda
Cantam as águas do rio como sua vértebra
Elas tornaram o rio lenda de prebenda
Continua a dominar Montemor-O-Velho, sem sombra,
Com o seu velhinho castelo, que segurava a contenda
Continuando altaneiro e vetusto, a antiguidade relembra
A obra escrita o perpetua o vocábulo Munda
A Biblioteca Afonso Duarte olha, superiormente e de sobra,
Lurdes Breda, comandando, aprofunda
Regra 2015 de grande e denodada fibra
De variegadas civilizações – MUNDA
Atualmente é também o basófias” de Coimbra.
 MUNDA... MUNDA... MUNDA!...
 
Daniel Costa
 
 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

POEMA QUANDO O AMOR ACENAR




QUANDO O AMOR ACENAR
 
Quando o coração ordenar,
Deixa o íntimo em ebulição
Quando o amor acenar,
Chama de ternura e afeição
Deseja a magia serenar
Emitindo uma confissão
Fazendo tudo para acetinar,
Para atrair terna afeição,
Com vontade adornar
De intensa perfeição
A alma pura e alva doar
Recolhendo veneração,
 Serenidade a demandar
Terna concentração
 Nossos corações a planar
Amor… Amor por devoção,
Eu e ela … Eu e ela a jardinar
Em, verdadeira comunhão
Quando o amor acenar.
 
Daniel Costa

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

POEMA AMOR SAUDOSO



AMOR SAUDOSO 
 
Amado ditoso
Poeta inspirado
Amor saudoso
Olhar apaixonado
Desejo pecaminoso
Pensamento doirado,
Requinte melodioso
Porte de namorado
Amor saudoso
Profundo amado
Sente-se ditoso
Por ser venerado
Coração zeloso
Moderno atinado
Terno e cioso
Vivaz e apaziguado
Amor saudoso.
 
Daniel Costa

sábado, 17 de outubro de 2015

POEMA ANJO DO OTIMISMO





ANJO DO OTIMISMO
 
Apelo de intimismo
Fazendo jus ao desejo
Anjo do otimismo
Benesses almejo
Vivo nesse quimismo
Em jeito de solfejo
Onda de academismo
Intermitente som de realejo
Provocando animismo
Isento de pestanejo
Sempre com dinamismo
Química de sertanejo
Postura de atletismo
Singrando como em brejo
Anjo do otimismo
À tua divindade cantarejo
Seguindo com estoicismo
Fazendo da vida gracejo
Amor de mediatismo
Incólume - Prevejo
Anjo do otimismo.
 
Daniel Costa

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

POEMA QUANDO FUI DA CIVIL CONSTRUÇÃO




QUANDO FUI DA CIVIL CONSTRUÇÃO
 
Digo e redigo, sou filho varão
Talvez bastante industrioso
Quando fui da civil construção
Era bem novo, quiçá laborioso
Por me sentir em coo produção
Ou sentia apenas gosto saboroso
Adolescente, interagi em electrificação
Do meu rincão sempre atencioso
Depois trabalhei nas obras, nova função
Em edifícios, sempre buliçoso
Participar em concerto de estrada foi ocasião
 Trabalho rural, onde fui esperançoso
Procurei não precisar de procuração
Para o meu sentir ambicioso
Muito menos frustração
 Sentir de júbilo radioso
Quando fui da civil construção.
 
Daniel Costa