sexta-feira, 14 de junho de 2013

POEMA AMOR MODERNO





AMOR MODERNO 
Sempre eterno
Devia ser
Amor moderno
Para que amar constitua poder!
Em todo o mundo e na cidade de Palermo
Conjugar eternamente o verbo haver
Amor terno,
Terno de bendizer
Sonho fraterno,
Sonho de viver,
Autogoverno
Um anjo o meu sonho veio sorver,
Amor moderno, co-eterno,
O anjo achou por bem, me envolver
Em ultra moderno
A submeter,
Confraterno,
Me alou, para subir ao cosmos, sem temer,
Assim, me senti externo,
Sem me envaidecer,
Entrei em espírito de missão, paterno,
Me vi numa Galáxia, ao alvorecer
Uma sege me esperava, de alterno
Com uma parelha de cavalos de raça de entontecer!
Atrelados, a voar, sem turno,
Sem adormecer,
Comandados por um ser invisível, em governo,
Tanto que pararam, porquê? Como saber?
Junto a uma mulher, jeito moderno!
Parecia volátil, no seu viver!
A saborear pipocas, em trono
Tão bela, que me apaixonei, me aenternecer!
Ela me olhou, eu a olhei com fixidez, terno!
Quando vi, o que então me pareceu feitiço, se descoser,
Em redor, olhei a apelei soturno,
Depois, trombetas soaram num som vibrante, de estarrecer,
Amor moderno,
Pipocas, de massarocas, me vinha oferecer
Aceitei as pipocas e conquistei o amor moderno!


Daniel Costa

quarta-feira, 12 de junho de 2013

POEMA MILAGRE DO AMOR



MILAGRE DE AMOR
A vida é penhor
Senão milagre,
Milagre de amor
Do coração do rico ou pobre,
De quem ama com fervor
Que ninguém se dobre!
Milagre de amor,
Meu anjo me viu como nobre
Sonhava eu a pensar com rigor,
Rigor de vislumbre
Milagre de amor
Que Deus me afague,
Verdadeiro ator!
Para ser enviado sem melindre,
Milagre de amor!
Voei célere,
Voando como verdadeiro amador
Girei na Galáxia veloz, como lebre
Milagre de amor!
Sem entender como descobre,
 Ainda que bom escritor,
Situações de calibre,
Milagre de amor
Seria febre?
Estacara, junto a imagens de furor
Entre elas uma elegante mulher,
Milagre de amor!
A beldade vestia cor quente, que o amor descobre,
A miro da cabeça aos pés, admirei o esplendor,
Impenitente, o meu olhar pareceu cobre,
Milagre de amor!
 Se encontraram dois pólos, que o rubor encobre
A fazer faísca, com certo temor
Eis que a suma felicidade, num momento se tornou acre!
Milagre de Amor!
Quando acordei e nada vislumbrei como timbre,
Quando escuto um salmo de louvor
A mulher me surgiu, parecendo tela do Louvre,
Milagre de amor!
Milagre de esplendor!



Daniel Costa

sábado, 8 de junho de 2013

POEMA AMOR COMO COROLÁRIO



 AMOR COMO COROLÁRIO


Imaginei um santuário
Num mundo diferente
Amor como corolário,
Onde a voz do amor fosse evidente.
A fazer parte do epistolário
Sonhava no presente,
Da ideia era signatário,
Senão vidente,
O meu sonho era já formulário
Um anjo me vigiava docemente
Pareceu rotário
No seu pensamento, o meu sonho era diligente,
Seria um bom voluntário!
De amor ardente,
Traçaria o meu itinerário
Imediatamente,
Cruzava os céus, fabulário!
Com o poder inerente:
- Viajei numa Galáxia, como humanitário,
Poder prudente!
Nunca perdulário,
Me considerei regente,
A certo ponto, parei, espaço ervanário
Surpresa minha pertinente,
Encarei com uma mulher, um ideal aviculário
Beleza, presente
Meu relicário?
Olhei de frente
Ia deixar de ser celibatário
Ali junto a um bananal, a oriente,
Nossos olhos brilharam, como santuário
Bananeiras de folhas verdes perenes, tudo transparente,
Paixão foi razão de voluptuário,
Acordei, com o amor mortiço, dormente!
Quiçá, precário,
Porém, o espectro do anjo esteve comigo permanentemente,
O amor como corolário,
Me fez notar, estar de novo presente
Amor como corolário.
Amor perene, de beleza permanente!
Era o meu legatário,
Amor como corolário!


Daniel Costa

quinta-feira, 6 de junho de 2013

POEMA AMOR MAROTO




AMOR MAROTO
Imagino um garoto,
Um adolescente
Amor maroto
Irreverente
Como terramoto,
Condizente
A lembrar gafanhoto,
Saltitão incongruente,
Amor maroto
Era eu em sonho adjacente,
Dormindo no casinhoto,
Deveras decente
Um anjo vigiava por telefoto,
Omnipresente
Amor maroto
Metalescente
Animado e muito devoto,
De ideal florescente,
Me levou a rodopiar no ar como co-piloto,
Em observações era experiente!
Amor maroto
Viajei, voei pela via láctea, quiescente
Me apiei numa Galáxia, de moto,
Nela a voar continuei como vidente,
Nesse mundo ignoto,
Sorridente,
Amor maroto,
Junto do que me pareceu amor presente,
Sem saber como, um broto!
Na figura duma linda mulher, reluzente,
O meu coração bloqueou, teceu um voto,
Voto decente!
Amor maroto,
Olhar fixo no dela, fervescente.
Ela ruboresceu, seria antidoto?
A bela ficou atraente,
Eu a parecer ter ganho o loto,
Nisto acordei, reticente,
Amor maroto,
Perdido, carecente!
A parecer planta sem azoto,
Quando o anjo magnificente,
 O dedo apontando, a mulher que me pareceu broto,
Ali estava ela, com seu sorriso ainda mais reluzente!
Amor maroto
Para sempre, seria o da gente,
Amor maroto! 

Daniel Costa

POEMA AMOR PROGRAMADO


AMOR PROGRAMADO
Sonhei ter amado
Em luar de Primavera
Amor programado
Aqui na esfera,
Como primado,
O meu anjo me venera!
Observa, me sentindo abnegado
Me havia já indiciado, para voar na estratosfera
O meu sonho era inflamado
Me viu de mente vera
Me destinava a outra Galáxia como primado
Me viu como ideal, para voar, rolando sobre uma pera
Me viu vocacionado!
Assim entrei na biosfera
O seu ideal estava a ser consumado
Planava sobre a Baviera
Linda visão! Seria o amor a ser sublimado?
Mais à frente a Reviera, no hemisfério sul a Rivera
Continuava admirado,
Sem saber como, continuava numa galera,
A voar na Galáxia, parecia legitimado!
Parelha de corcéis, certos como uma ópera,
Atrelados faziam o conjunto quadruplicado,
Voámos, entre nuvens e ventos, até avistei uma cratera!
Todo o conjunto parecia animado,
Os corcéis, quem os comandava impera,
Seria o querer do anjo renomado?
Depois de andarem suspensos numa semiesfera
Eu era mimado
O estacionamento se deu junto de minúscula hera,
Junto como que uma galeria, amor derramado!
Pela presença de linda mulher, pareceu numa espera!
Eu ao ver a beldade desejei ser seu namorado
Até o seu traje, me pareceu quimera,
Eu muito apaixonado:
- Com ela troquei olhares, o anjo promoveu a espera?
O sonho era derramado,
Naquele momento, como safanão, acordava me senti pantera!
Senti que a beleza da mulher me era assunto vedado,
Estava no raiar de espetacular aurora e eu aclamado,
Aclamado por um coro de anjos de cera
Amor programado
A mulher, deles se libera,
Para se postar a meu lado
Amor programado!



Daniel Costa

terça-feira, 4 de junho de 2013

POEMA PARA AMAR NUNCA É TARDE




 

PARA AMAR NUNCA É TARDE
Amar de firme vontade
Com firmeza e paixão,
Para amar nunca é tarde,
Seja Inverno ou Verão,
Em qualquer idade!
Com gosto, com efusão!
Na Primavera da verdade
No Outono, a mesma versão
Para amar nunca é tarde
Sonhava, viveria uma ilusão?
Deus me guarde!
Seria o meu mundo interior em revolução?
Senti uma espécie de acorde
Era um anjo a decidir ser a minha coadjuvação
Para amar nunca é tarde
 Humilde como sacristão
Aspergiu incenso que evola, mas não arde.
Nele me levou a voar com visão,
Rápido como avião do tipo Concorde
Dele saltei veloz como um furacão
No espaço, alcancei uma Galáxia sem alarde
Continuei na viração
Voei, no meu sonho, orei para que o anjo me guarde,
Eternamente, com sua bênção
Ele tinha no seu programa que entendi mais tarde,
Quando parei com enorme sensação
Estava na frende de uma beldade,
Mulher de grande vistão,
Por ela me apaixonei de verdade
Ela me olhou como, se fosse de nova encarnação,
Me senti à vontade
No “decor”, a enquadrar a mulher, minha tentação,
Quando me senti acordar, de verdade!
Senti, o lance, como excomunhão,
O senti como inverdade,
Me senti vilão!
Quando já ouvia gritos de liberdade,
Nem quis acreditar, na ocasião,
Sobressaiu a mulher, dos querubins, na realidade,
Era a eterna reunião,
Para amar nunca é tarde! 

Daniel Costa

segunda-feira, 3 de junho de 2013

POEMA AMOR DE LANTEJOULAS



AMOR DE LANTEJOULAS

Imaginar papoilas
Sentir o seu ondular
Amor de lantejoulas,
É sentir o vermelho a brilhar
Amor de cúpulas
Modelar
Sonho de fábulas,
Sonho regular!
O anjo me observava sem cábulas
Para se guiar
Como se, se guiasse no desfiladeiro das Termópilas
Com seu pensamento pendular
No íntimo o seu atlas,
A me auscultar
Me ministrou aulas,
Para aptidão de me içar
Para o que me apetrechou de molas
Evoluí num ritmo pendular,
A saltitar como bolas
Depois me senti voar
Simples, como se rumasse a Bruxelas
Porém, já noutra Galáxia a me consolidar,
A me consolidar como féculas
Nada de especial previa olhar
Mas em ponto definido, por fórmulas,
Estava a estacionar
Encantadora, como toques de violas
Reparei numa mulher doce, como torrão de açúcar.
De olhar risonho e meigo, sem máculas
A mulher, numa vénia, pareceu dissimular
A cabeça baixou, de várias fórmulas,
Formas de me encantar!
Quando acordei, a sentir tremer as glândulas,
Meu coração oprimido, eu a recapitular,
E eis uma voz oculta, vinda das vielas
Me anunciou a dita desse amor, me vir entregar,
Amor de lantejoulas,
Minha deusa, eu contigo jamais vou vacilar!
Amor de lantejoulas!


Daniel Costa

Fotos getilmente cedidas por Severa Cabral (escritora)