domingo, 30 de setembro de 2012

POEMA AMOR SONHADO



AMOR SONHADO
Quando há amor, o coração se encontra dele carregado
Se, se sente correspondido a gente vive contente
O íntimo transpira confiança no amor sonhado
O coração não desmerece, nem mente
Ainda que o amor esteja na outra margem, do outro lado
Jamais se sente, vagamente
Assim é o amor sonhado!
Numa noite de luar, sonhava como um vidente
O meu anjo da guarda me pegou, me levou a ver o outro lado
Evolui, subi docemente
Já noutra galáxia voava, alado
Não teria o dom, uma parelha de corcéis, potente
Por entre etérios elementos, me levava a ver o amor sonhado
Num instante, eu ternamente,
Via a figura, o anjo amado
Vislumbrava a beleza imanente
A sábia mulher, esse ser meu privilegiado
Com olhar de doçura permanente
Amor sonhado
É um amor incandescente, quiçá reluzente
O coração mais bateu pelo ser amado
Quando acordei, o coração rejubilava, florescente
O amor havia encontrado
Em galáxia diferente:
Sentia seu bafo a meu lado
Um amor eloquente:
 - Amor sonhado!...
Daniel Costa

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

POEMA AMOR DOBRADO





AMOR DOBRADO
O amor é doirado
Com ele se pode viver em sintonia
Amor dobrado
Pode buscar-se na academia
Amor sintonizado
Num sonho, o meu anjo aparecia
Apareceu, como que, num estrado
Nele voava e muito alto subia
Ia já enamorado
Sem saber onde ia
Ia sonhando num amor dobrado
Noutra galáxia onde o amor refulgia
Sorriso apaixonado
Assim me via
Amor de coração doirado
Dois cavalos de raça, numa galera fugidia
À minha vista, o devaneio parecia consumado
Eis, quando num parque, mesa de mordomia!
Estava o amor ansiado
Acenava e me querer, com amor, dizia
Estava avisado!
Para a galera o amor subia
Amor dobrado
Eu já acordado, o coração pulava de alegria
Tinha a meu lado
Quem amava e queria
Coração apaixonado
O anjo brilhava e me seduzia
Amor dobrado
 O anjo rejubilava e repetia:
- Amor dobrado!...
Daniel Costa

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

POEMA ESTADO DE GRAÇA



ESTADO DE GRAÇA
Decepção um sonho que passa
Visão, ou disposição de um dia?
No outro, estado de graça
Um sono agitado, sorrir me parecia
Eis quando o anjo esvoaça
De amor me cobria
Fugazmente fez-me penetrar em outra galáxia
Em estado de alegria
Estado de graça
Dois corcéis, movimentando um trenó, nele me via
Voaram até estacionarem, como numa praça
Oh, Que emoção sentia!..
Entre muitas mulheres, com uma o meu coração engraça
Era a que escolhia
De novo, o anjo esvoaça
Dizendo-me: levá-la comigo podia
Estado de graça
Tanto fiquei a amar, que dizer? Não sabia!
Que era divinal, comparei à real garça
Tão real, que tocar-lhe, a interferência do anjo permitia
Ao acordar, via a paisagem, como o cristal de uma taça
Um amor molhado, naquela praia, inalava a maresia
Estado de graça
Era o que sinto e sentia
Para sempre estado de graça
Que amor, descortinava e via! …
Daniel Costa

Foto: cedida por Severa Cabral escritora

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

POEMA HARMONIA



HARMONIA
A sonhar vivia
Quando o meu anjo me visitou
Dizendo: doravante viverás em harmonia
Soltei um suspiro, um ai, serei sempre como sou
Nesse momento me transformaria
Estava numa galáxia, que me diferenciou
Numa grande viagem de espírito evoluía
Montado num atraente Pégaso, que numa praia estacou
A praia era serena, uma mulher posando via
Posava uma mulher de outro mundo e me emocionou
Que harmonia!...
O Pégaso também a transportou
O mítico cavalo alado continuou, voava e corria
Ela a mim ternamente, se segurou
Doçura e amor, o respirar da mulher de sonho me confundia
Oh!... Mundo de espiritismo, de quem a vida sempre amou!
Harmonia
A mulher, o amor e o anjo que me adoptou
Sempre viver assim queria
Sem saber como, o sonho terminou
Na alma o espírito da mulher vivia
Ficou a lição, que me animou
A lutar pelo que queria
A visão da serenidade daquela praia me influenciou
A não mais esquecer a mulher, que amor me traria
O seu espírito, o coração de amor me fantasiou
Amor, paz e harmonia!...
Daniel Costa
Foto: gentimente cedida por Severa Cabral escritora

terça-feira, 28 de agosto de 2012

POEMA SOLADO BRASILEIRO

 
  
SOLADO BRASILEIRO
Não se destinavam ao Rio de Janeiro
O sítio da cidade maravilhosa já existia
Solado brasileiro
A colonização se construía
Em retrocesso de pioneiro
 Num sonho que, no tempo retrocedia
Estava o poeta naquele luzeiro
Quando o anjo da guarda em vigia
Solado não havia, primeiro
O amor o conduziria
  A um resplandecente outeiro
Ainda o sonho vivia
 Já via enamorado o actual Rio de Janeiro
Por amores a uma bonita dama, sofria
Por ela percorreria o mundo inteiro
Porém não podia
Ainda que com solado brasileiro
Num esfregar de olhos, o sonho se desfazia
Aquele sonho, que lhe pareceu pioneiro
Como se vivesse algures noutra galáxia não ruía
O solado brasileiro,
O amor à dama para todo o sempre ficaria
O Senhor do Corcovado, naquele outeiro
Um dia voltar a avistar, a si prometia
Em virtude do solado brasileiro
O amor à dama não feneceria
Com solado brasileiro,
A dama a sua mão lhe concederia!
Daniel Costa
Fotos: gentimente cedidas por Severa Cabral escritora

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

POEMA AMOR VIVIDO

 
AMOR VIVIDO
Há amor dividido
O amor pela humanidade
Porém temos o amor de perto vivido
Amor de verdade
Com bonito e íntimo sentido
Amor de apelo diferente
Poderá ser diferido
Cogitava no meu sonho remanescente
Eis que o meu anjo me pegou compungido
Fez-me voar em sentido diferente
 Noutro sentido
De repente noutra galáxia reluzente
Amor vivido
Voava num bonito cavalo alado, diferente
Voava entre nuvens e estrelas, senti um vagido
Uma estrela brilhava, parecia contente
A cintilar de amor convidativo
Seria mais a oriente
Parecia preconizar amor a sós, unido
Sonho diferente
Sem nada dizer, conduziu-me nesse sentido
Senti que estava a sós com a minha amada de sempre
Oh... que hino vivido!...
O encantamento acabou de repente
A viagem fazia sentido
Acabou num sonho com uma bonita estrela reluzente
Com uma grande comoção em grunhido
Amor… amor… amor sentido
Daniel Costa
Foto gentilmente, cedida por Severa Cabral escritora

domingo, 19 de agosto de 2012

POEMA À BEIRA DO ABISMO



 

AMOR À BEIRA DO ABISMO
Não sonhei com o xintoísmo
No sonho via-me e intuía
Amor à beira do abismo
Os sonhos podem iludir,
Iludir de fascinação e lirismo
No meu mundo dos sonhos aconteceu
Num repente, desapareceu o abismo
Apareceu-me uma linda amazona
Pareceu realismo
O meu coração, descompassado bateu
Oh! Mundo de sonho e de idealismo!
Ao mesmo tempo um anjo,
Uma mulher, envolta numa flor, que altruísmo!
Me alou, me elevou à galáxia sereneia
Sempre fiéis conduziam-me ao país olianismo
Já se vê, os mesmos corcéis!
Estacaram num espaço verde, com altruísmo
A mesma amazona, ali evoluía
O amor voltou a fervilhar com todo o sentimentalismo
A mesma flor, num sinal de amor
Pareceu acenar, como que a questionar: agora onde vês o abismo?
Se te apraz, volta ao teu sonho
Fica a amar a linda a amazona, sem lirismo
Repara, no verde e na flor
Os deuses, te premiaram com um amor, a tua fé no realismo
Amar sempre, é vertente!
É missão de amor sem fanatismo
Daniel Costa