segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

POEMA OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS

 
OS DEUSES ESTÃO ZANGADOS
 
 Armas de todos os mercados,
Estão já nas rotas dos deuses,
Os deuses estão zangados
Lhes apraz ditar frases
Com estrondos prolongados,
A justificar armamentos eficazes
 Informando os mundos acabados!
Em lutas espalhadas e tenazes,
Dosagens, como mensagens em telhados
Terrores espalhados, por sequazes
Proliferam mediatizados
Conquistando originais fregueses
Os deuses estão zangados
Anunciam, os seus algozes!
Anunciam o fim como artes circenses
Os deuses fingem de irados
Mobilizando fiéis coniventes,
Espalhando terrores por tocas de alienados,
 Por toda a terra, se imolando como pacientes,
Então, dizei aos deuses depravados:
- O mundo é essência da natureza, fiquem cientes!
Não se finjam segmentados,
Haverá sim clivagens prementes
Os deuses estão zangados
Mas o mundo ficará com boas gentes…
Eternamente, com boas gentes!
 
Daniel Costa
 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

POEMA CASA DA MALTA



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CASA DA MALTA
 
Ao Domingo peralta,
Longe do palheiro
Casa da malta,
Parecendo galinheiro,
De contra-revolta
Fação de telheiro
Cheiro a coima, a multa,
De nababos capacheiro
Com certa neblina envolta
Se come, precisa ser cozinheiro
Com intempéries, não se revolta
Jamais adrega mealheiro
Na casa da malta, a mente salta
A caneta, dispensa tinteiro
O filho do nababo revolta
De impropérios archeiro
Sentindo-se na ribalta
Menino galhofeiro
Representa contravolta,
De fortunas, reposteiro
Casa da malta.
 
Daniel Costa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

POEMA UMA DESCOBERTO



 
UMA DESCOBERTA 
 
Mundo de janela aberta,
No século passado invenção
Uma descoberta
Façamos de tudo doce canção
De tudo, amor e oferta,
  Tudo em estado de unção
Seja tudo como comporta,
Se abra a qualquer boa intenção,
Como a verdura da horta,
Que o mundo progrida em união!
Acenando em navio, na coberta
Criando grande prevenção
Prevenção sempre aberta,
A nova intervenção
Diariamente o mundo nos alerta
Dos astros há conjugação
A… Há sempre, pela certa!
Estejamos atentos à distinção
Uma descoberta,
Uma invenção.
 
Daniel Costa

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

POEMA QUEDA POÉTICA



 
 QUEDA POÉTICA
 

Pareceu profética
Talvez premonição
Queda poética
Domingo de ocasião
Choque de energética
A mula em pleno Verão
Exagerou na ótica
Deitou o poeta ao chão
No empedrado, na prática
Parecia cognição
Longe o sonho da informática
Deu-se a acumulação
Gente, a poesia, os livrou tácita
Rápida saída, alocução!
Havia uma mística,
Pretendida de afeição
Deu saída pragmática
Baixinho poeta e canção
Então de mansinho, tática
A mula transportou ao rincão
A gente olhou estática
O homem viraria edição
Queda poética.
 

Daniel Costa

 
 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

POEMA NO ÚLTIMO DIA DE JORNA

 
NO ÚLTIMO DIA DE JORNA
 
Jamais fazer sorna
Sete homens, sete mundos
No último dia de jorna
Vigores profundos
Labores de tiborna
Longe de pensares quimbundos
Vaga que adorna
Autoridade de comandos
Vigia e governa
Procurou desmandos,
No último dia de jorna
Trigos segados
Para cada um, sua bigorna   
Cada, duas leiras, dois regados,
Um dos mundos governa
Luta com avindos
Sem ter posição alterna
Sete mundos
No último dia de jorna
 
Daniel Costa

terça-feira, 24 de novembro de 2015

POEMA VIVO POR ELA



VIVO POR ELA
 
Sonhei ter encontrado a Cinderela
Era príncipe, pertencia à nobreza
Vivi a felicidade, por ela
Rodopiando num amor de singeleza
De repente, apenas vi a chinela
A paixão na coroa de realeza
Meus deuses que flor bela!
 A chinela apresentou doirada rijeza!
 Parecia de lindos pés de passarela
Sua elegância, seria a minha linda alteza!
Prosseguia no sonho de cautela
Sonho de amor de singeleza!
 Ordenei a busca, ainda que em viela
Filho de rei, sangue de pureza!
 Sonhando, prosseguia a novela
 Vieram notícias, dela e da sua pureza
Por fim, suspirei ao saber da estrela,
Jurei ali… Fazê-la a minha doce princesa
Como é doce viver por ela,
- Vivo por ela!
 
Daniel Costa
 

 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

AO SABOR DAS MEMÓRIAS


 
AO SABOR DAS MEMÓRIAS 
 Vida composta de histórias,
Entre diversas historietas
Ao sabor das memórias,
Medidas por ampulhetas
Tamborilando ao som de cantorias,
Servindo os dedos de baquetas,
Procurando vitórias
Insinuando-nos como borboletas,
Procurando alegrias rogatórias,
Olhemos as suas voadoras silhuetas
Ao sabor das memórias
Tornemos felizes as facetas
Saibamos viver em senhorias,
Imaginando sons de operetas
Fugindo de falsas teorias,
Dissimuladas de antimatérias
Jamais percamos de vista pranchetas
Onde se desenham galanterias
Cores vivas violetas
Ao sabor das memórias.
Daniel Costa