sexta-feira, 26 de abril de 2013

POEMA AMOR DE ESPERANÇA




AMOR DE ESPERANÇA
Sempre trago na lembrança
A terna presença da mulher
Amor de esperança
Jamais outra coisa qualquer
 As deusas me concederam a bonança:
- Um anjo, para no olhar me acolher,
Santa aliança!
Um sonho veio a acontecer
Comum na minha roda de dança
Desta vez, brilhante de entontecer,
A mostrar pujança
Finesse de malmequer,
Naturalmente, do anjo balança!
Sem pressagiar sequer,
Me senti projectado como lança,
No sideral espaço, sem escaler,
A autoconfiança
Que o estar noutra galáxia requer
Uma parelha de corcéis, sem tardança,
Sem gemer,
Atrelados com segurança,
A um trem sem distorcer
Amor de esperança,
Na relva, ao entardecer,
Uma mulher bela como faiança
Junto ao mar, mulher linda de estarrecer
Me apaixonei, com segurança,
Acordei, quando senti o alvorecer,
Senti perdida a confiança
Senti o anjo a dar-me parecer
Mirei, a recuperar a esperança,
Estava a renascer
O amor de esperança
Ali, me olhava a bonita mulher,
O amor de esperança,
Ao raiar, ao amanhecer,
Como trazida por ordenança
Do anjo da esperança!


Daniel Costa

quinta-feira, 25 de abril de 2013

POEMA AMOR ITALIANO



AMOR ITALIANO


Preconizo o cotidiano,
Como a Torre Eifell
Amor italiano
Romantismo de cinzel
De bom samaritano
Excluam-se torres de Babel
Privilégio do anjo veterano
A sonhar, o senti reflectido em painel
Parecia humano
Numa interpretação de goldspell
Me atribuiu poder de relevo, arcano
Me fez sentir poderoso fiel
Música de violino e piano
Intercepção de S. Gabriel
Voava noutra galáxia, a parecer alsaciano
Voava como o profeta Rafael
Numa galera atrelada a dois póneis como baiano
Com som de fundo de Bolero, de Ravel
Coro moderno e sano
Magia, cortiço de mel
Parecia nas cálidas noites do mundo Paraibano
Saxofones de pincel
Num mundo, diria: pró ariano
Tudo parou manipulado a cordel
Era à beira de um oceano
Praia a parecer deserta, sem batel
Mostrando bonita mulher de olhar meigo e humano
Sempre a sensação de sentir o Bolero de Ravel
Amor italiano
Me apaixonei e fiquei fiel
Quando acordei, como um camoniano
Romântico, com o fulgor, não haveria sabor a fel!
 Senhor! Gostei tanto dela, com romantismo camiliano!
Me estava reservada a última do anjel,
O espectro de uma mão me indicou a amada, o amor italiano!
Ditada por um Deus, dito Emanuel
Amor italiano
Penitência: escutar o Bolero de Ravel!
Com saxofones, ou sax. Paraibano!
Amor italiano! 

Daniel Costa

terça-feira, 23 de abril de 2013

POEMA AMOR DE VERDADE





AMOR DE VERDADE
  
Pertenço à irmandade
A merecer ser consagrada!
Amor de verdade,
Verdade vivificada,
Vivificada com sanidade,
Sempre vivenciada,
Em plena liberdade,
A verdade sonhada,
Sonho de eternidade
Estado em que senti uma revoada
Era o anjo, com sagacidade,
Me orientava numa jornada
À galáxia, com celeridade,
Debruçado na amurada
Na barquinha dum balão – bondade
Cheguei, na verdade balançada,
Que felicidade!
Senti doirada!
Infinita feminilidade!
Bonita mulher, logo amada.
No seu traje, azul e amarelo, uma potestade.
Seu olhar, de beldade esperada,
E eu cheio de ansiedade!
Oh deuses! Como me era apresentada!
Na minha terna humildade!
Parecia uma verdade adornada,
Adornada de flores de suavidade,
Roxas imaculadas,
Testemunhos de veracidade!
No entanto acordei, vi nada!
Entretanto me virei, com naturalidade,
Um véu, uma sombra enfeitiçada.
Me revelava cumplicidade,
Me sorria a mulher amada,
Amor de verdade!
Para um amor feliz, nada faltava! 


Daniel Costa

domingo, 21 de abril de 2013

POEMA AMOR INESPERADO




AMOR INESPERADO


O poeta enlevado
Sua trova trauteava
Amor inesperado
Num sonho que o elevava,
Regalado,
O brilho do luar olhava,
Fascinado,
Sonhava!
Adaptado,
O anjo, o seu sono expiava!
Arrazoado, delineado,
Profetizava,
Elevar o sonhador, aerotransportado,
Adaptar o poeta Idealizava,
O fazer subir numa cápsula de foguetão,
A mesma que na galáxia o voo profetizava!
No sonho o poeta se sentia orgulhoso,
Cujo orgulho mais aumentava
Voava num frenético gozo,
Eis que, bem enquadrada!
Por um bosque, frondoso
A bonita mulher numa praia posava
Eu, o poeta, a desejei num amor portentoso
O nosso olhar se encontrava
Olhar que não era sinuoso,
Com a brancura leve de sua capa contrastava,
Me senti venturoso
Logo após, no meu espaço acordava,
Suspiroso!
Perdia o “elan” e me sufocava,
Quando senti o anjo esplendoroso,
Que me abanava,
Olha … Aqui tens a mulher, anjo amoroso!
Amava, o gozo e o vivenciava:
- Amor audacioso!
Delicioso, auspicioso!

Daniel Costa

quinta-feira, 18 de abril de 2013

POEMA AMOR LENDÁRIO


                   


AMOR LENDÁRIO 


Edílico cenário
Nuvens e altos coqueiros
Amor lendário
Faltava o arco-íris e canteiros
Havia um ideário,
Um sonho, como o dos pauliteiros,
Quando o anjo vigário,
Me olhou pareciam, muitos sorrateiros
Era apenas só, solitário e solidário
Tanto que entre imbondeiros
Aos céus subi no seu viário,
Ali numa galáxia, como um dos timoneiros
Um machimbombo, terciário.
Me esperava, como agente de aduaneiros
A planar aqui, a flutuar ali, pareceu planetário,
Apontado a um objectivo, a amieiros,
A um paraíso ervanário!
Dos verdadeiros,
Parecia comandado, por um tracejado,
Que o levou a parar à vista de altos coqueiros,
Coqueiros e alta relva, num bordejado!
A emoldurar uma mulher, um amor dos feiticeiros!
Meus deuses e deusas! Fiquei enfeitiçado!
Era uma mulher, uma flor, para o melhor dos canteiros
A beleza, adornada de vestido estampado,
A invejar terceiros,
Qual anjo adornado, reluzente, doirado!
A bonita mulher me sorriu, seria dos pioneiros?
À fé de quem sou, fiquei embevecido, babado!
A conquistar desejei, ser dela um dos carcereiros,
O privilegiado, o legionário!
Ser um dos generais ou dos brigadeiros
A sonhar já com o intenerário,
Desci ao meu espaço na terra, mundo dos verdadeiros!
Voltei a sentir o espectro do anjo imaginário,
O fresco da água de coco, os frutos dos coqueiros,
Amor lendário!
A anjo ma fez ver, aqui, como um dos alvissareiros,
Amor, gostosamente, lendário,
Jamais solitário,
Amor lendário!



Daniel Costa

segunda-feira, 15 de abril de 2013

POEMA AMOR PRAZENTEIRO




AMOR PRAZENTEIRO


Não há amor como primeiro,
Dizem, mas por jeová!
E o amor prazenteiro?
O que será?
Subi ao outeiro.
Pensei nas bodas de Caná,
Viajei num veleiro
Oh!... madre Teresa de Calcutá!
Oh, o do Rio Tejo avieiro!
A união das vossas vozes a Deus chegará!
Num soar verdadeiro,
Estar na tropical Belém do Pará
Amar o mundo inteiro,
Sonhar com Judá,
Me sentia um caos verdadeiro,
 O meu anjo protector me valerá!
Em Fevereiro,
Na sua protecção me acolherá,
Ainda que aventureiro!
Me transformará,
Entre galáxias, sem parceiro,
Planar me fará,
Será ele um oculto timoneiro?
Bonita mulher me apontará,
Sorridente, afável, brilhante luzeiro,
Deuses… que mais se quererá?
Do amor um guerreiro?
Certo maná!
Amor prazenteiro!
A linda mulher se transformará!
Me desafiando, num jeito de amor brejeiro,
De pé, de preto, me encarando, como orixá!
Acordei então, ordeiro!
Quiça – Quiça – Quiça!
Quando tudo me pareceu verdadeiro!
Olhei além do Ceará,
E o invisível anjo certeiro,
Seta de Cupido, olá!
Amor prazenteiro!
Me pertenceria já?



Daniel Costa

domingo, 14 de abril de 2013

POEMA AMOR ATIÇADO





 
AMOR ATIÇADO

Amor prateado,
Sonho de marés
Amor atiçado,
Delineado, como o de Moisés,
Sublimado,
Como o de Ramsés,
Rumo ao estado doirado,
Se mirado de revés,
Sufragado.
Predestinado a olés,
Vivificado,
O mundo a seus pés,
Por um anjo aureolado,
Se ouviu sorrir de viés:
- Serás amado,
Noutra galáxia, em cálidas marés
Para voar serás alado!
 Suportado por bonés.
Vivificado
Por pescadores Andrés,
 Intencionado,
Olorado por aloés.
Inflamado,
Por banzés
Depois de voar, petrificado,
Me vi parado, junto a canapés,
Uma linda mulher, um anjo adorado
Seu olhar me incentivou, me olhou da cabeça aos pés,
O meu olhar deslumbrado,
Que beleza de flor, a mulher, que praia, que marés!
Meu coração ficou apaixonado,
Nisto acordei, gritei olés.
O anjo não me havia abandonado!
Me chamou a atenção com o troar de oboés
Soavam da esquerda, olhei siderado.
Desejando cafunés,
Amor atiçado,
Pareceu vir dos Biés,
Amor sagrado,
Amor atiçado!

Daniel Costa