quinta-feira, 21 de março de 2013

POEMA AMOR BLINDADO A CHAMPANHE




AMOR BLINDADO A CHAMPANHE


Há quem se banhe
Sem esperar as gotas do seu borbulhar,
Amor blindado a champanhe
Será amor de terno e eterno olhar!
A ter quem o acompanhe,
Era eu, mesmo a sonhar
Pensava em alguém, não se estranhe!
Estranhe, o Beneditino Dom Périnhon evocar,
Se arrepanhe,
No sonho, o frade francês associar,
O método do borbulhar do champanhe,
Onde os enólogos da Quinta da Raposeira o foram apurar:
- Da portuguesa cidade de Lamego, ninguém estranhe!
Também esse se poderá igualar!
Que um anjo me acompanhe!
Cismava assim! Sem dar conta de mim, já me via no ar!
Voava? Que se amanhe!
A alguma galáxia iria parar!
Percorria terra, mar, céus almejando champanhe,
Marca, não específica, bonita mulher a me acenar.
Que ninguém vença e se banhe!
Arrisquei! Os dois sós vamos brindar?
Amor blindado a champanhe!
O anjo, encarnando o frade Dom Périnhon a aprovar
Ainda que um véu de penumbra se estranhe!
A bonita mulher de azul, no seu mundo consentiu, brindar,
As bolhas no palato, nos lábios a estalar! Que se arreganhe!
Em pouco me senti acordar,
O anjo se condoeu, aventura de gostoso champanhe!
A mulher estava ali comovida a me velar
Amor blindado a champanhe,
Eternamente, a podia amar!


Daniel Costa

quinta-feira, 14 de março de 2013

POEMA AMOR NO DEALBAR


AMOR NO DEALBAR

Trombetas a ressoar
A chegar um mundo novo!
Amor no dealbar
Contentamento do povo,
Este a festejar
Assim resolvo,
Com a esperança a ribombar
De bonança absorvo,
Vivendo a sonhar
Sonho risonho,
Sem pestanejar
O anjo, manto bisonho!
Sem o sentir, a me rodear
No leito me revolvo,
Com ligeireza me vi voar
De nuvens, luas e sóis, me envolvo
A outra galáxia, a outro planeta a chegar
O que me envolvia, me parecia polvo,
A me abraçar,
Era nada, revi sôfrego!
Bonita mulher a me olhar
Eu já envolto,
A me apaixonar!
Para aquela doçura me volto,
Quando me sinto acordar
Meus deuses! Estarei solto!
Vos imploro, venham perdoar,
O anjo se condoeu, qual garoto!
Amor no dealbar
Fogo de luz me há aposto
A mulher a meu lado a sorrir e a acenar
Sonho de amor no dealbar!

Daniel Costa

segunda-feira, 11 de março de 2013

POEMA AMOR NATALINO





AMOR NATALINO


O puro amor será cristalino
Brilhante como mar de prata
Amor natalino
Reluzente como pedra de ágata,
Diamante lapidado, fino
No meu sonho o senti como nata,
O sonho reflecte nosso tino
O sonhar poderá ser a seguir a serenata,
Acontecia, me parecia o badalar o sino,
Era o anjo em fragata
Me embalou, como menino,
Andava em regata,
Traçava o meu destino!
 Me fazia viajar alado, a nova bravata
Amor natalino
Em pouco, tropical mata
Era já esperado por amor divino,
Parelha de pilecas, em voo, me acata,
Benfazejo hino,
Sobrevoa a mata, estaca
Mulher, anjo, flor para o eu rabino
Me pareceu gaiata
Senti como se fora stradivarius - violino
Deslumbrado como acrobata
Feio menino, felino!
Me apaixonei como se fora apostata
Fora eu da Madragoa, varino!
Naquele dia, naquela data,
Acordava repentino
O anjo invisível, burocrata!
Escutei sua doce voz de ensino
Aguarda, como diplomata
Terás amor bizantino,
Que na galáxia desejaste, em cascata
A mulher atraente, o eterno amor natalino
Amor natalino!


                                                                 Daniel Costa


sexta-feira, 8 de março de 2013

POEMA AMOR DO IPÊ

POEMA AMOR DE IPÊ



AMOR DE IPÊ 


Árvore que se vê
No seu verde e amarelo
Amor de ipê
Símbolo singelo,
Do imenso Brasil de você
De ancestrais, belo
Que importaram o vossemecê
Verde e amarelo
Amor de ipê
Musicalidade de violoncelo
Andamento de coupé
Segredo de polichinelo.
Sonho de frapê
O anjo disse: dorme, feito frade capelo
Voa, vai com fé
Sem entender como, voava sem selo
Entrei noutra galáxia, me esperava o coupé
Com parelha de corcéis, de luzidio pêlo
Voavam comigo na ré,
Com desvelo
Travaram junto a um ipê
No que parecia um cabedelo
Na sombra da frondosa árvore a parecer cliché
Interessante mulher, parecia modelo
Me apaixonei, imaginei concerto de oboé,
Verde e amarelo
Sonho a parecer ver as pirâmides de Jizé.
A aura do anjo mostrou, um elo
Era a primaveril festa florida do ipê
Ipê verde e amarelo
Amor de ipê,
A mulher me acenava sorridente, amor modelo
Amor bonito como a flor do ipê,
A flor do ipê, amarelo!


Daniel Costa

quarta-feira, 6 de março de 2013

POEMA AMOR LUNÁTICO




AMOR LUNÁTICO  


Jamais estático
Coração versátil, a bater
Amor lunático
Entranho, a se remexer
Ainda que, num mundo apático
O amor será, fúria de viver
Tabernáculo
Força do querer
Oráculo,
Em sonho de vencer
Se, se atravessa o obstáculo
 Se o anjo aparecer?
Aparecer vernáculo
Visão de entontecer
A rodear um cenáculo
Cena de beleza ia acontecer
Na outra galáxia, espectáculo
Desfile se ia poder ver
Valoroso, vinculo
 Espectacular de prazer
Parecia ver por binóculo
Nos ares, eu a me mover
Parecia dinâmico, másculo
Sentia alguém por mim a torcer
Como se fora vinculo
Ao destino cheguei, ia vencer!
Vulto esfumado, um tentáculo,
Me fez tremer
A entrar num cenáculo
Ao ver uma doce mulher a viver
A desejei como vinculo,
 A envolver
Parecia a ver com monóculo
Era uma beleza de estarrecer
Acordei sem um ósculo
A alma do anjo me pareceu ver
O amor estava longe de ser fanático,
Me podia erguer
Ver o que julguei ser amor lunático
A mulher, meu amor, o meu doce prazer!
                                                              
                                                  Daniel Costa

segunda-feira, 4 de março de 2013

POEMA DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO







DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO

Se ama com devoção
Num mundo eterno e profundo
De coração para coração
Oh! Meu mundo!
Amor eterno, sem ilusão
Amor fecundo,
Fecundo e de emoção
Amor oriundo,
De coração para coração
Dum sonho, risonho e fecundo
Do anjo surgiu a visão
Me indicava, outro mundo
Nova orientação
Sonharia fundo?
De coração para coração
Sonho realizável, segundo,
O anjo me tocou, dando orientação
Como se fora das estrelas vagabundo!
Com amor e gratidão
Voava na galáxia, nessoutro mundo
De coração para coração,
Enxerguei um coração profundo
Uma mulher de perfeição,
Vestido, vermelho, a olhei num segundo
Olhava as estrelas, sem sofreguidão,
Tranquilidade de amor belo e fecundo,
Amor de rectidão
Acordei a escutar uma trombeta, em som de fundo,
Ali estava ela a se doar com exactidão,
De coração para coração
De coração para coração
De coração para coração

                                                                  Daniel Costa

sexta-feira, 1 de março de 2013

POEMA AMOR INAUGURAL





                                                        AMOR INAUGURAL



Grande e real
Eloquente
Amor inaugural
Eis o amor sequente!
Sempre existiu afinal,
Era latente,
Legal:
- Legal e vertente
Amor inaugural,
Legal, real e consequente
Dois corações, com aval
Intransigentes - logo transigente
Jamais superficial,
Num sonho saliente
O meu anjo leal!
Sobrevoou onipresente
Do lado oriental:
- Já me via diferente,
Catapultado em espiral,
Aportei à galáxia, a oriente,
Novo mundo oriental!
Então, estava ciente,
Do amor inaugural,
Este me surgiu de repente
Me esperava, natural,
Mulher eminente.
Farol, em pose actual,
Brilhante!
Simplicidade fatual
Anjo comandante:
- Acordei, a imaginar o irreal
Num impulso amante,
Olhar central,
Num sorriso vivificante,
Doce mulher oriental,
A pertencer a este viajante,
Amor inaugural
Doravante:
- Belo, original!

Daniel Costa