AMOR TRANSVERSAL
Porque não Universal?
Porém, o poeta é directo!
É amor transversal!
Sentirá afecto?
Talvez um amor sobrenatural!
Foi sonho, não objecto
Já se tornara normal
O meu anjo chegou, na sua alvura, fazia-me dilecto
Frágil mortal!....
Me alou como um belo insecto
Aos céus me elevou, como se saísse de pedestal
Fui à galáxia directo
Não avistava o final
Os meus conhecidos corcéis, me esperavam, selecto
Esperavam-me e olharam-me por sinal
Comigo voavam em novo trajecto
Porém mantinham o ritual
Alertaram o meu intelecto
A paragem não foi em areal
Avistava uma mulher, rodeada de amarelas flores, em directo
Vista de outro ângulo, a mesma mulher! Estaria ali a amada real?
No sonho gritei: vale-me meu anjo dilecto!...
Amor transversal
Amor… amor… amor! Não objecto!
No mesmo momento, descia em espiral
Logo estremunhado, acordava cheio de amor e afecto
Sem sentir pecado, mesmo venial
Ignorar não podia o que bramia meu intelecto:
Amor transversal
A doce visão da mulher redundou, num pensamento selecto
Oh amor! Amor! Amor transversal!....
Daniel Costa